segunda-feira, abril 13, 2009

As cinzas...


Alexandre de Gusmão nasceu em Santos, no ano de 1.629. Foi o responsável por grande parte da atual configuração do território brasileiro. Se antes, o tratado de Tordesilhas delimitava uma estreita faixa para a colônia portuguesa, foi com o Tratado de Madri que se consolidou o que de fato já acontecia: terras ocupadas por portugueses, tornaram-se território da Coroa Portuguesa. E o Brasil ganhou muito de sua configuração atual.

Mas o que é que isso tem a ver comigo? Bem, simplesmente porque algo curioso aconteceu hoje...

De repente, lá no trabalho, eis que aparece a urna funerária com as cinzas de Alexandre de Gusmão. Antes estavam sob a guarda do Instituto Histórico e Geográfico e, devido a várias confusões e decisões judiciais, foi parar lá na Secretaria e, direcionada justamente para um dos museus.

Situação insólita ter que ouvir alguém pedindo ajuda para carregar a urna funerária de uma personalidade do século retrasado...

quinta-feira, abril 09, 2009

quarta-feira, abril 08, 2009

Birkat Hachama


Os judeus celebraram hoje a "Birkat Hachama", a bênção do sol, que acontece a cada 28 anos e lembra o retorno do sol ao local exato onde supostamente apareceu quando foi criado o universo.

Para marcar esse momento, há uma benção especial, na qual se expressa o reconhecimento a Deus por ele ter criado o mundo. A bênção é a seguinte: "Bendito és Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que efetivas a obra da Criação".

Não acredito que devamos celebrar a vida somente em algumas ocasiões, e muito menos apenas a cada 28 anos. Mas foi interessante descobrir isso. Para quem acredita, um ótimo final de Birkat Hachama. E para quem não acredita, também um ótimo final de Birkat Hachama.

Bookcrossing smartmob


Bookcrossing é um conceito que surgiu nos E.U.A. e que pode ser resumido como a prática de deixar um livro num local público, para ser encontrado e lido por outros, os quais, por sua vez, deverão continuar a fazer o mesmo. O objetivo assumido do Bookcrossing é transformar o mundo inteiro numa biblioteca. Os membros desta comunidade de leitores virtuais (que não conhece limites geográficos) possuem um sentimento de partilha tão grande que não se importam de libertar os seus próprios livros em locais públicos (cafés, transportes públicos, estacionamentos, bancos de praça) para que o maior número de pessoas os possam ler, em vez de os manterem parados nas estantes, tornando desta forma o acesso à cultura e especificamente à leitura verdadeiramente universal. (da Wikipedia)

Smartmobs é o termo criado por Howard Rheingold para descrever as “novas” formas de manifestações auto-estruturadas usando novas tecnologias (Orkut, SMS, blogs, e-mails, etc.) para os mais diversos objetivos. Para Rheingold, as smart mobs “são constituídas por pessoas que são capazes de agirem juntas mesmo sem se conhecer. As pessoas que participam dos smart mobs cooperam de maneira inédita porque dispõem de aparatos com capacidade tanto de comunicação como de computação. (Rheingold, 2002, p. xii). do artigo de André Lemos (2004) Cibercultura e Mobilidade. A Era da Conexão

Considerando os dois conceitos, recebi um e-mail-convite. Pelo o que eu li no e-mail está sendo agitado para o próximo dia 14 de abril, às 18h45, nas escadarias do prédio da Gazeta (av. Paulista, 900), um Bookcrossing-smartmob.

Para quem quiser participar, é só aparecer lá pontualmente (sim, porque não faz sentido chegar depois que já acabou), com um livro que será deixado no local.

A idéia é sentar (ou mesmo de pé) e ficar lendo trechos do livro que escolheu para deixar lá. A leitura em voz alta ficará mais interessante pois provocará mais estranhamento ainda no público que passa pela Av. Paulista. O início está previsto para as 18h45 e às 18h55, todos os participantes deixarão o livro por ali e depois se dispersarão. A palavra de ordem para sincronizar a parada de ler para deixar o livro na escada pode ser: TODOS LENDO!

Simples, fácil e bem-pensada. Uma ação solidária e despretensiosa. Vou tentar aparecer lá e, quem sabe não encontro alguém conhecido para tomar um café depois.

terça-feira, abril 07, 2009

Consumidor cultural


Se há um lugar no qual eu possa gastar horas e horas em dúvidas sobre o que comprar, este lugar certamente será uma livraria megastore. Carrie Bradshaw preferia gastar em sapatos. Eu direcionei boa parte das minhas eoonomias em livros, CDs, DVDs, ingressos para teatro e cinema e shows musicais.

Num período de 3 dias, passei na FNAC Pinheiros (que antes já me atraía por conta do Ática Shopping Cultural) e na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Folheei livros de história, fiquei comparando preços de DVDs, li e reli trechos de livros potenciais para serem adquiridos.

O que posso dizer é que minha biblioteca agora tem mais uma dezena de novas aquisições. Logo, logo, espero poder comentá-los aqui...

Agora, espero sossegar e fazer meu dinheiro circular um pouco menos pela economia criativa.

Earthlings


De lá para cá, algumas mudanças... uma delas foi que decidi evitar o consumo de carne. De uma certa forma sempre admirei aqueles que voluntariamente decidiam parar de consumir carne. Os veganos chamam minha atenção e tem a minha admiração pela força de vontade e pela força de sua intuição moral.

Em restaurantes como o Gopala Prasada (que agora virou duas casas com nomes que não consegui memorizar), já ficava vendo aqueles adesivos "Peixes são amigos e não comida" ou aqueles outros em que se mostrava um cão e uma vaca sob a pergunta "Por que uns e não os outros?".

Mas a gota d'água que transbordou o copo foi eu ter assistido o documentário "Earthlings" (tradução: "Terráqueos"). No documentário aborda-se a questão do preconceito do homem contra outras espécies, o "especismo", e as formas de tratamento dada aos animais em diversas situações: lazer, vestuário, alimentação, experimentos científicos e criadouros.

As cenas são chocantes, mas tremendamente reveladoras. Para quem quiser saber mais, pode clicar aqui.

domingo, abril 05, 2009

Diários telegráficos


De lá para cá, algumas coisas aconteceram. A reforma ortográfica chegou e eu ainda não sei direito o que exatamente mudará na minha forma de escrever. Mudei-me definitivamente de Santos para São Paulo. Fui convidado para assumir a diretoria no trabalho. Aceitei com um certo friozinho na barriga. O que mudou? Agora tenho que lidar com uma equipe. Tenho mais reuniões e menos tempo para almoçar. O livro do projeto Expedição Francisco está em fase final... todos os textos reunidos. Já comentaram que haverá um lançamento aqui em São Paulo e outro em Londres. Fui ao Festival de Circo em Limeira. Ri mais dos erros na execução de acrobacias do que dos palhaços. Assisti vários filmes: Coraline (desenho para crianças com clima sombrio), Gran Torino (vida, morte e redenção), Simplesmente feliz (bobinho), O curioso caso de Benjamin Button (reflexão sobre o tempo), Quem quer ser um milionário (pobreza em diversas texturas), Spirit (decepcionante), Ele não está a fim de você (para gastar o tempo), Milk (supervalorizado), Queime depois de ler (um dos melhores filmes que vi dos irmãos Coen), Sexta-feira 13 (o que mais fazer numa sexta-feira 13?), Vicky Cristina Barcelona (Woody Allen em boa forma), O segredo do grão (queria mais)... Tenho lido muito. Fiquei contente porque consegui encontrar aquela edição comemorativa de "Grande sertão: veredas". Mas lerei depois de "Quem sou eu? E se sou, quantos sou?". Tempo de um pouco de filosofia.