domingo, fevereiro 20, 2005

Wow!! Final de semana corrido... tão corrido que nem sentei diante do computador uma únic vez.

Sábado foi um dia estranho!!! Cheio de encontros e pessoas novas. Fazia muito tempo que não conhecia tanta gente assim.

O primeiro programa do dia foi uma sessão de Sobre café e cigarros, filme mais recente do diretor Jim Jarmush. Nunca fui fã de café, aliás, a cafeína é uma droga que ainda não me pegou. Foi divertido ver críticas bem-humoradas sobre café e cigarros.

O filme é uma grande colagem de uma sequência de curtas sobre o mesmo tema, com direito a elenco estrelado e diverso. O café e os cigarros se mostram como fio condutor de todos os episódios. Gostei bastante do filme, principalmente do aspecto visual. Filmes em preto e branco são tão chiques neste aspecto visual. Parece que há uma dramaticidade suspensa no ar.

Os episódios que mais gostei foram os que contaram com a Cate Blanchett (fazendo um papel duplo) e o que tinha o Bill Murray (surreal).
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Mas é claro que o sábado não tinha terminado ainda... depois de ver tantas cenas com café, meus companheiros foram se abastecer de cafeína. Eu, antes disso, resolvi dar uma paradinha na FNAC e por coincidência, encontrei a Mariana (sobrinha do Guacymar).

Fomos todos nós - eu, Mariana, Guacymar, Káhtia, Maurício, Patrícia e Ricardo (irmão da Patrícia, que eu tinha acabado de conhecer) - para o Santo Grão. Há ali uma degustação de café e o povo se esbaldou. Eu fiquei com o meu suco Singaporean (laranja, banana e mamão) acompanhando um mix de bolinhos (o de queijo com manjericão é excepcional).

Ficamos papeando e conversando. Numa destas conversas estranhas, chegamos no assunto da urinoterapia e até mesmo de uma mulher que fez uma fórmula para ser ignerida pelos homens para que o esperma fique com um gosto melhor (????). Nem perguntem para mim como estes assuntos surgiram... devia ser o efeito da cafeína nos meus companheiros de mesa. Hahahaha.

Rimos até altas horas. Mas quando achamos que estava acabando, surgiu uma proposta de comer uma pizza feita pelo recém-chegado Nisomar (acho que é assim que se escreve). E quem disse que não toparíamos...

Acabamos chegando na Speranza, pizzaria tradicional do Bixiga, e invadindo uma singela reunião familiar. E foi aí que conhecemos de uma vez só toda a família do Nisomar (pai, mãe e irmão).

sábado, fevereiro 19, 2005

Final de semana em Sampa. Confesso que sou um dependente desta energia cosmopolita da cidade. Difícil me desintoxicar da diversidade desta metrópole. Uma vez paulistano, sempre paulistano.

O Rio? Ah sim... o Rio é lindo mas, Sampa vibra muito mais. Combina mais com o meu jeito. Mal cheguei aqui e já me vi tragado por programas mil.

Conferi a cinebiografia de Lutero. Aliás, apenas ontem me atentei para o fato de que em inglês, Martinho Lutero é Martin Luther. O que me remeteu imediatamente a Martin Luther King e o fato dele ser pastor protestante.

O filme não empolga muito mas causa um certo choque ao ver uma reconstituição da época. Uma época que só me lembro de ter lido nos livros de história. Alexandre VI, venda de indulgências, Leão X e a construção da basílica de São Pedro.

O mais chocante foi realmente a venda de indulgências e, notar que isso persiste ainda nos dias de hoje quando nos deparamos com pastores evangélicos pedindo para os fiéis erguerem os carnês de recolhimento do dízimo quitados para serem abençoados.

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Agora estou ouvindo a trilha sonora de Alfie, o sedutor. Estou na terceira faixa e curtindo bastante... Mick Jagger e Dave Stewart (ex-Eurythimics) numa parceria feliz. A música "Old habits die hard" já está bem batida. Mas, agora toca "Blind leading the blind" e estou gostando do resultado. Depois escrevo mais a respeito...

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Ontem fui conferir "Menina de ouro" , novo filme dirigido pelo Clint Eastwood e também indicado para várias categorias para este Oscar 2005.

Ao ler a resenha do filme, imaginei um daqueles filmes bem clichês: pobre-menina-que-se-esforça-e-com-a-ajuda-de-um-treinador-durão-vence-na-vida. Talvez por esperar algo comum, o filme tenha acabado me surpreendido.

Million-dollar baby (não sei porque mas, prefiro o nome original) é também um filme que resvala neste grande clichê mas, há boas reviravoltas. é um filme de várias nuances e, merece ser visto.

Clint Eastwood está numa sequência de direção de filmes muito boa: "Os imperdoáveis" (que lhe rendeu um Oscar pela direção), "Sobre meninos e lobos" (que deu uma indicação) e agora, "Million dollar baby" (mais uma indicação). Vai ser um páreo duro para o Martin Scorsese. Ainda não assisti "Sideways" mas, por enquanto minha torcida no Oscar vai para o Clint Eastwood.

E a Hillary Swank também está muito bem. Depois do Oscar, ela encarnou papéis não expressivos. Esta foi uma boa volta por cima... um trabalho sensível e autêntico. Por enquanto, também torço por ela no Oscar de melhor atriz.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Ontem recebi uma mensagem por e-mail, outra daquelas mensagens meio inspiradoras. Não sei o quanto da estória contada é verdadeira nem sei tampouco da autoria do texto. Mas, se isso que estiver escrito for verdade, os suecos tem uma atitude ivnejáel. Em tempos de fast-food, fast-living, é sempre bom ouvir o exemplo de alguém que tem uma atitude sábia de lidar com o tempo.

Enjoy!
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Trabalho, há quase 18 anos, na Volvo, uma empresa de origem sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Qualquer projeto ali demora dois anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra, e ponto.

Os processos globais (de nível internacional) causam em nós, aflitos por resultados imediatos (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos), uma ansiedade generalizada, porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito nos prazos definidos por eles.

Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações... E trabalham num esquema bem do tipo "slow down."

O mais interessante é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: muito pouco se perde ali...

Vejamos alguns dados:
1. A Suécia é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, com 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare, etc... Querem mais? Aí vai: a Volvo é responsável pela fabricação dos motores propulsores dos foguetes da NASA.

Na primeira vez que fui à Suécia a serviço, nos anos 90, um dos colegas me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, com frio leve e nevasca. Chegávamos cedo na empresa e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2000 funcionários com carro).

No primeiro dia eu não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã perguntei: "Vocês tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento está sempre vazio e você deixa o carro lá no final..." e ele me respondeu, simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar. Quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta, você
não acha?"

Bem, imaginem minha cara naquela hora!... Mas foi ótimo pra que eu começasse, naquela hora, a rever alguns dos meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol - tem sua base na Itália (o site é muito interessante).

O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base
para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa recente edição européia.

A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 horas/semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses.

E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. Essa chamada "slow attitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas e criadores do "Fast" (rápido) e do "Do it Now" (faça já).

Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade.
Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress".

Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer e das pequenas comunidades. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião
e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve"
e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor.

Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só o alcançam quando enfartam, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe. Tempo todo mundo tem por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon... "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Quem me conhece, sabe que esta é uma época em que assisto muitos filmes. Depois do anúncio dos candidatos ao Oscar, parece que uma enxurrada de estréias acontece. Final de ano é sempre aquela época de "seca" (há mais estréias de filmes para crianças: desenhos animados e os tradicionais filmes da Xuxa ou dos Trapalhões).

Enfim, mas, pude conferir recentemente 3 filmes candidatos ao Oscar. E por acaso, os três filmes são cinebiografias: "Ray", "O aviador" e "Em busca da terra do nunca".

Ray mostra a vida de Ray Charles. É uma pena que seja tudo mostrado de uma forma burocrática demais. Afinal, o que dizer que um filme que mostra a vida do cantor e compositor ano a ano. Só sei que houve um momento em que eu e meus companheiros neste filme (a Zilda e o Guacymar), pensamos: "Ele nasceu nos anos 30 e morreu em 2004. Estamos ainda em 1959. Quanto tempo mais vai durar este filme?" O ator Jamie Foxx realmente está muito bem encarnando Ray Charles. Assim como a atriz que faz o papel de Margie (uma das amantes de Ray). A trilha sonora é bem interessante. No geral, valeu a pena ter conferido mas não é daqueles filmes que me empolgam.

O aviador tem um quê que me desagrada: Leonardo di Caprio. Não consigo vê-lo com bons olhos. Além disso, é um daqueles filmes que tem tudo para ganhar Oscars: mostra gente famosa, tem espetáculos grandiosos na tela, fala também sobre cinema e, o mais importante, é mostrado alguém que possui uma doença e que sofria por conta disso. Howard Hughes foi uma personagem e tanto. Diretor de cinema, playboy, aviador que colaborou construindo e pilotando aviões, empresário ousado e portador de transtorno obsessivo-compulsivo. Na minha opinião, Martin Scorsese estava melhor com "Gangues de Nova York" (mas acho que isso também se deve a presença luminar do Daniel Day-Lewis). O que vale a pena no filme: Cate Blanchett. Ela está bem diferente de qualquer outro papel já fez. Encarna a Katherine Hepburn e nos faz acreditar que ela realmente era daquele jeito e não poderia ser de outra forma.

Dos três filmes que vi, o que mais gostei foi este: Em busca da terra do nunca. Um elenco impecável, uma história delicada e extremamente sensível, uma direção segura. Esse foi um dos filmes que me fez sentir aquele aperto no coração. Uma sensação mista de melancolia e saudade, uma sensação parecida com aquela que senti quando assisti Peixe grande. Peixe grande falava sobre a relação entre pai e filho. Em busca da terra do nunca fala sobre o desafio de amadurecer, fala sobre a infância que se perde muitas vezes e da magia cotidiana que pode ser sufocada se não tomarmos cuidado. Johnny Deep e Kate Winslet estão muito bem. Dustin Hoffman e Julie Christie (fazia muito tempo que não a via nas telas) dão um brilho no apoio. Vale a pena assistir e re-assistir. Talvez seja um filme que acabe fazendo parte da minha coleção de DVDs.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Enfim conheci o Rio de Janeiro. Não que já não tivesse ido até lá... mas nas vezes que fui, sempre foi a trabalho e ficava no roteiro de escritório para hotel e vice-versa. Desta vez, aproveitei um convite da minha amiga Renata (como eu, uma paulistana convicta, mas que por adventos do mundo corporativo foi morar neste ano no Rio).

É claro que não perco a oportunidade de tocar um pouco na rivalidade Rio-SP. Mas vou deixar isso de lado e dizer que o Rio realmente vale a pena. O serviço nos bares e restaurantes são péssimos, a violência é marca registrada e já gerou traumas visíveis na população... mas esqueça um pouco isso e aproveite o que o Rio tem de melhor.

Fiquei quase uma semana lá... e acho que não há uma cidade como aquela. Onde mais eu poderia fazer programas culturais (exposições do colombiano Jesus Soto, do espanhol Antoni Tápies e do mineiro Farnese de Andrade e um monólogo da Denise Stocklos), praia (Grumari, Camboinhas, Barra da Tijuca) e trilhas em morros (Pedra Bonita e Pico do Sacopã) numa mesma cidade?

É uma pena que o medo da violência seja uma constante entre os cariocas. Pedi para uma carioca indicações de lugares para ir na Lapa e em Santa Teresa. A resposta foi surpreendente: "Eu se fosse você, não iria... Lá é muito perigoso, tem o problema de estar perto de morros e tenho uma conhecida que morreu com uma bala perdida por ali".

Deve ser estranho se sentir refém na sua própria cidade. Não que em São Paula as coisas seja mais tranquilas, mas acho que no Rio a violência parece estar tão próxima e disseminada que acaba paralisando as pessoas.

Que pena!

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

E lá vamos nós de novo... faz um tempão que abandonei o antigo blog. Resolvi arriscar e começar de novo. Dizem que a vida é feita sempre de novos começos, não é? Então vamos começar o ano ressuscitando o meu antigo blog. Juro que vou tentar mantê-lo durante mais tempo... por quanto tempo? Não sei, não sei... nunca sei qua vai ser meu humor amanhã.
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Por que eu lembrei do blog agora? Saudosismo? Talvez. Mas acho que foi um fato recente que tenha me lembrado disso. Neste último final de semana, fui curtir uma caminhada na praia sob o sol das 13h e sem protetor solar. Só sei que estou agora vermelho e com os ombros e pescoço ardendo. Filtro solar... wear sunscreen. E voilà... cá estou de volta com o blog.
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Ontem fui para Sampa e como estava próximo do shopping Ibirapuera, fui experimentar o lanche do Burger King. Meu primeiro contato com o Burger King foi quando fiz meu curso em San Francisco, há 7 anos atrás. Fui tentar recordar o sabor que tinha ficado na minha memória de anos atrás. Naquela época para mim era novidade, um gostinho de carne grelhada... Diferente. Ontem, pedi um Whooper com queijo. Sanduíche gigantesco e, na minha opinião com maionese demais. Quem quiser ver uma crítica mais profissa deste sanduíche, recomendo uma visita ao blog http://x-salada.blogspot.com