sábado, setembro 22, 2007

Os 5 estágios de Kubler-Ross

Abaixo, reproduzo um post do Leoboratorio (ver seção "Caros amigos"). No post, Leo ainda nos convida para vermos em que outras situações aplicamos os 5 estágios de Kubler-Ross.

"Segundo Elisabeth Kubler-Ross, experiências com a morte podem ser descritas em 5 estágios: negação (e/ou isolamento), raiva, barganha, depressão e aceitação. Esse modelo ficou conhecido como “Modelo de Kübler-Ross”.
- A negação/isolamento são mecanismos de defesas temporários do ego contra a dor psíquica diante da morte;
- O ego, não conseguindo manter a negação, dá espaço para o sentimento de raiva acompanhado de inveja e ressentimento.
- A pessoa, vendo que negação e raiva não resolveu, passa a barganha. Principalmente conversando com Deus.
- Negar não adiantou. Nem se revoltar. Nem tentar negociar. Então a pessoa entra em depressão. É quando se percebe a realidade.
- E por fim, quando vê que não tem jeito mesmo, a pessoa aceita.

Estes cinco estágios da morte são chamados por mim de os cinco estágios. Retiro o “da morte” por que acredito que os cinco estágios pode ser aplicado a tudo.

Um exemplo divertido: Acordar numa segunda-feira.
1. Negação: “O que? Já ta tocando? Mas não tá na hora! Ainda é cedo! O despertador não pode estar certo!”
2. Raiva: “Droga de despertador! Despertador estúpido! Vagabundo!”
3. Barganha: “Só mais cinco minutos…”
4. Depressão: “Oh droga… ir trabalhar… de novo… naquela empresa… não aguento mais…”
5. Aceitação: “É né!? Talvez eu termine aquele relatório hoje…”

Adoro brincar com os cinco estágios e provar que eles realmente se aplicam em tudo.
Onde mais vocês vêem estes cinco estágios?"



Pensei, pensei e cheguei a uma situação em que se aplica também o modelo de Kubler-Ross: ligar ou não ligar para aquele seu interesse romântico?



1. Negação: “Não vou ligar. Por que eu tenho que ligar?”
2. Raiva: “Desgraçado! Por que ele não liga?”
3. Barganha: “Hmmmm... talvez esteja sem créditos no celular. Talvez a bateria tenha acabado. Será que está numa área sem sinal?”
4. Depressão: “Por que estou ainda insistindo nisso? Ele nem gosta mesmo de mim. Mas também, quem é que gostaria de mim?”
5. Aceitação: “Quer saber... melhor ligar logo e perguntar se a gente se encontra hoje”

segunda-feira, setembro 17, 2007

Declarações pinçadas sobre mim

Estranho descobrir depois de um tempo o que outra pessoa pensa sobre você... Hoje, um amigo meu resolveu abrir o diário virtual dele para eu ler.

E encontrei algumas coisas que citam minha pessoa lá. Fiquei pasmo ao ler porque nem eu mesmo me vejo da forma como ele coloca. Estranho saber que você é algo que não se considera.

Não acho que seja tão bondoso quanto me descrevem. Muito menos um anjo. Mas não posso dizer que fico contente por saber que me consideram um bom amigo e que ao menos, faço a diferença para alguém querido.

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"L.F. me ligou de Sampa. Tão bom falar com ele. Traz tantas coisas boas que me sinto cruel, ruim. Há alguns dias ele me disse que viver era o máximo que me prometia, no espaço miúdo entre as duas datas que me definem. Cuidado, L.F., viver é uma promessa pesada."

"Onde está meu amigo L.F. de Sampa que seria um dos maiores consolar do mudo em tais situações? Aposto. L. F. e a coisa mais unânime que me aconteceu. Um anjo que esquece de usar asas. Meu anjo oriental. Sim, meu anjo japonês tenho provado dos seus bálsamos, em carne e osso no meu altar."

"Uma pessoa muito querida me ligou de Sampa ontem de manhã e me falou tão bonito. Conversamos justamente sobre isso, as pessoas que conhecemos, que nos envolvemos, que acreditamos, que nos fazem construir uma história. Perguntei a ele por que haviam tão poucas especiais no mundo. Ele se calou. Pouco antes, mandara uma mensagem que dizia: "Janaína acorda todo dia às quatro e meia e já na hora de ir para cama pensa que o dia não passou, que nada aconteceu. Janaína passageira, passa os dias, passa as horas do seu dia em trens lotados, filos de supermercados, bancos e repartições que repartem sua vida. Mas ela diz que apesar de tudo ela tem sonhos, ela diz que um dia a gente há de ser feliz... Janaína é beleza de gestos e abraços, mãos, dedos, anéis e lábios diante de um sorriso solto que escapa do seu rosto. Janaína é só lembrança de amores guardados, hoje apenas uma pessoa que tem medo do futuro que aconteceu, se alimenta do passado. Mas ela diz que apesar de tudo ela tem sonhos, ela diz que um dia a gente há de ser feliz."

O texto (poema? narrativa? canção?) deixou-me estático por dentro.
Quando o interroguei por e-mail sobre a autoria, ele me respondeu: "Cazuza cantava os 'beijos de liquidificador'. Serão aqueles beijos que trituram a alma? Eu ando sempre querendo iniciar novos capítulos. Aliás, tenho me dado conta que é isso que me faz seguir adiante: abrir novos capítulos, escrever novos começos, aprender novas coisas. O texto da Janaína é de uma música do Biquini Cavadão que tenho ouvido muito nestes últimos dias. Agora respondendo à sua pergunta: o que adianta sair e conhecer pessoas se há pouca coisa especial no mundo? Nem todo mundo será especial para mim. Mas eu sei que existem pessoas especiais. alguns acreditam em OVNIs, outros em coelhinho da Páscoa e Papai Noel. A minha crença é mais palpável porque depende de mim. A gente não nasce com a capacidade de ver muita coisa, precisamos sempre educar o olhar. E então sei que depende apenas de mim poder enxergar e encontrar as pessoas especiais. Cada pessoa com quem mantenho contato (e não se iluda com os números do meu Orkut porque não mantenho contato com todos) é especial para mim de alguma forma."

Das mudanças no trabalho

Nunca foi segredo para ninguém que eu sou uma pessoa determinada a trilhar sempre a ascensão numa carreira profissional.

E para isso, haja dedicação... e vai participar de reuniões em pleno sábado para discutir melhorias no plano de carreira da minha função. E busca articular planos de ação com outras secretarias.

Mas nem em meus sonhos mais loucos imaginei que pudesse acontecer tudo tão rápido assim. Bem, entrei na Secretaria de Cultura há exatos 2 meses e meio. E nesta última semana recebi o convite do secretário adjunto para poder integrar a equipe de assessoria do gabinete.

Claro que meu ego foi super-massageado. Agora vem a parte difícil... como fazer esta transição sem deixar a outra equipe chateada? E o trabalho que eu já estava desenvolvendo?

Enfim, muita coisa para pensar e ainda correndo com milhões de coisas. A mudança não acarretará alterações salariais (até onde sei), mas já garante uma visibilidade maior e valoriza o meu "passe" dentro da secretaria. rsrs.

Das angústias e do desejo de ser único para alguém

Um amigo compartilhou comigo uma angústia que carregava. Ele estava solteiro durante muito tempo. E encontrou alguém por quem se interessou. Ao que parece, o interesse foi mútuo. E começou-se alguma história.

Só que este meu amigo, por não saber em que situação estava com este alguém, foi abordado por várias outras pessoas. E teve algumas histórias também com estas outras pessoas.

O certo alguém (sorry, mas não sei o nome e mesmo que soubesse não colocaria aqui... por isso continuarei com os pronomes indefinidos) também seguiu pelo mesmo caminho e teve histórias com outras pessoas.

Mas, até onde sei, o meu amigo e alguém tinham um interesse maior um pelo outro do que pelas outras pessoas. Só que ninguém declarava isso. Até que num belo dia, perguntou-se:

"O que você acha de eu ficar com outras pessoas?"

E a resposta veio meio como charada, sem dizer sim nem não: "Acho que não posso exigir isso de você".

"Quer saber... não quero ficar com mais ninguém além de você".

E qual não foi a surpresa do meu amigo em escutar a recíproca. Logo em seguida, veio aquela sensação de alívio.

Acho que o melhor remédio para estas angústias continua sendo a sinceridade.

Das confusões sobre o amor

É possível sentir que se ama alguém sem necessariamente ter um contato físico mais íntimo? Como será que sabemos que estamos amando alguém? Se a gente ama alguém, tem mesmo assim dúvidas sobre se o outro também nos ama ou quando se ama a gente não tem dúvidas sobre o amor do outro?

Amor (ou seria melhor dizer, relações amorosas?) é algo complicado. De repente, você está quieto no seu canto e buscando levar sua vida normalmente, sem grandes sobressaltos... e aí aparece alguém que sorri e que tem uma boa conversa.

E você vai tomar um café num dia. Depois vai a uma exposição. Depois vai ao teatro. Depois vai jantar. E quando se vê, está pensando em cenas daquelas histórias românticas super-trash no estilo Bianca e Sabrina.

Acho que a raposa estava certa... é a constância do afeto que faz com que o outro seja cativado. Ou será que tudo isso acontece porque estou numa certa carência?

quarta-feira, setembro 12, 2007

Sobre comer azul-marinho

Azul-marinho é um prato típico da culinária caiçara. E neste festival de cultura tradicional paulista, pude provar este prato. Junto com um pouquinho de lambe-lambe.

Mas o que é azul-marinho? E o que é lambe-lambe? Vamos lá... azul-marinho é um prato com peixe cozido junto com banana verde com casca. É a casca da banana verde que dá o tom azulado para o peixe.

Já, o lambe-lambe é um risoto feito com mariscos. Também muito saboroso. Difícil é escolher entre tantas delícias gastronômicas presentes no festival. Este foi o almoço. Como descobri que o festival também estaria aberto até a noite, fui lá jantar.

Se no almoço o cardápio foi marcado pela cultura caiçara, no jantar, fui de pratos da cultura caipira. Virado, queima de alhos, rojãozinho, bolinho caipira e bolinho de chuva. Hoje só quero correr uma maratona para queimar as calorias deste excesso gastronômico.

domingo, setembro 09, 2007

Mudanças rápidas de freqüência

Sempre me interessei por várias coisas... sempre quis viver um pouco de tudo. E mesmo que os outros digam que algo é chato ou legal, prefiro ir conferir e tirar eu mesmo as minhas conclusões.

Este meu interesse plural acaba me levando a situações bem distintas. Neste feriado, houve algo destes contrastes.

Num dia, fui ao circo. Ao lado do Memorial da América Latina, uma tenda armada em vermelho, contrastando com o branco do concreto pintado de Niemeyer. Trapezistas, malabaristas, palhaços, música... Tive por companhia, um amigo mais novo, destes que tem o olhar constante de descoberta que acomete as crianças. Um programa divertido.

No dia seguinte, fui a uma apresentação de ópera: "Elektra" de Strauss. Desta vez, figurino diferente (ma non troppo) e companhias diferentes. Meus amigos mais velhos estavam ali curtindo a música e a movimentação cênica e a orquestra. E eu, desta vez, parecia fazer o papel da criança com olhar de descoberta.

O que mais curto nisso tudo é a transição. Sentir que tudo isso sou eu e ao mesmo tempo não é. Saber que posso estar em qualquer coisa e me adaptar a qualquer situação. Viver a pluralidade é um exercício bem divertido.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Revelando São Paulo: Festival da Cultura Paulista Tradicional




Começa neste final de semana mais um "Revelando São Paulo", um festival que celebra a cultura paulista tradicional.

Ontem foi a abertura oficial do evento. E, como este é um evento que conta com recursos e apoio da Secretaria de Cultura, fui convidado e é claro que não podia deixar de conferir.

Confesso também que sempre curti este aspecto de preservação das culturas tradicionais e o lado mais folclórico da cultura. A manifestação popular em todos os seus aspectos.

No festival, celebra-se a dança e a música, o artesanato e a culinária. E mais do que isso, os costumes. A abertura do evento foi marcada pela ritualização. Coisa que na pressa diária esquecemos. Coisa que na modernidade, renegamos em prol da racionalidade.

A comensalidade foi o mote da abertura. O compartilhamento da mesa e da comida é o traço da fraternidade presente na cultura tradicional. E foi neste clima que celebramos a abertura do festival.

Galinhada, afogado, canjiquinha, feijão tropeiro e muita tubaína. Pratos e bebidas que lembram uma infância e tempos outros. E estranhos dividindo a mesa e conversando animadamente ao som da música que entronizava a imagem de São Benedito no local destinado aos comensais.

Sabe... estou curtindo cada vez mais este meu trabalho. rsrs.

Thanks God.. um feriado.

Graças a Deus, um feriado! Sabe... estou começando a curtir novamente esta coisa de feriados. Mas eu quero mais é curtir o descanso do que ir viajar e me estressar no meio do caos do trânsito de todos querendo sair da cidade.

São Paulo é uma cidade melhor quando todos foram para outros lugares. A cidade fica mais tranquila, as filas diminuem, o trânsito até melhora depois da correria inicial de todos saindo para viajar.

Tenho corrido muito. Resolvendo coisas aqui e ali. E às vezes, ainda me questiono sobre o porquê de me envolver com tantas coisas. Um dia eu aprendo a me contentar com menos e a fazer menos.

Sei lá... dizem que menos é mais, não é?